Elton Medeiros e Fabiana Cozza encerram a série
29 janeiro 2012
Um dos nomes mais importantes do samba, o carioca Elton Medeiros vai compartilhar o palco com a paulistana Fabiana Cozza, dona de uma potência vocal impressionante. No último espetáculo da série ‘Contos de Areia – 70 anos de Clara Nunes’, o bamba vai interpretar os seus “Meu sapato já furou” (registrado no álbum ‘Alvorecer’, de 1974) e “Coração em chama” (gravado em ‘Brasil mestiço’, disco de 1980), ambos feitos a quatro mãos com Mauro Duarte, um dos compositores mais frequentes na obra de Clara.
Elton Medeiros também vai emprestar a sua voz ainda firme, aos 81 anos, a alguns sambas antológicos de parceiros seus, como os célebres “Coração leviano” e “Na linha do mar” (Paulinho da Viola), “Menino Deus” (Mauro Duarte e Paulinho Pinheiro) e “Alvorada no morro” (Cartola, Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho).
Fabiana promete levantar o público com o repertório que aborda a religiosidade e a força de Clara Nunes, entre eles “Minha missão” (João Nogueira e Paulo César Pinheiro), “Canto das três raças” (PC Pinheiro e Mauro Duarte), “A deusa dos orixás” e “Conto de areia” (Toninho Nascimento e Romildo). A cantora também vai revisitar clássicos de Adoniran Barbosa gravados pela homenageada, como “Abrigo de vagabundo” (faixa do disco ‘Esperança’, de 1979) e “Iracema” (que entrou no elepê ‘Adoniran Barbosa e convidados’, em 1980) e “Feitio de oração” (Noel Rosa), uma maravilha do repertório do Poeta da Vila, que Clara incluiu em sua carreira.
Por Monica Ramalho
Fotos de divulgação
Um retrato 3 x 4 do Brasil: a baiana Mariene de Castro, o carioca Pedro Miranda e a mineira Clara Nunes. Será o primeiro encontro musical de Mariene e Pedro, dois jovens cantores do samba. Mesmo com os ingressos esgotados, quem for ao CCBB Brasília poderá assistir ao espetáculo no telão do bistrô. Herdeira direta do canto e da estética da homenageada, Mariene vai defender seus conterrâneos em “É doce morrer no mar” (Dorival Caymmi) e “Ijexá” (Edil Pacheco) e interpretar músicas do repertório da Clara com as quais se identifica.
No roteiro arretado de Mariene estão “Um ser de luz” (João Nogueira, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro), cercada de histórias que ela deve contar nos shows (quinta e sexta, dias 26 e 27, às 21h), mais “Conto de areia” (Romildo e Toninho Nascimento), “Juízo final” (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares), “Canto das três raças” (Mauro Duarte e Paulinho Pinheiro) e “Guerreira” (João Nogueira e Mauro Duarte) - gravados, respectivamente, nos míticos álbuns ‘Alvorecer’ (1974), ‘Claridade’ (1975), ‘Canto das três raças’ (1976) e ‘Guerreira” (1978). Oportunidade rara de escutar Mariene de Castro ao vivo na capital do país e num espetáculo único!
Pedro Miranda vai misturar sambas cariocas e nordestinos, trazendo músicas dançantes e ainda não revisitadas nessa série. No roteiro, as agrestes “Sabiá” (Luiz Gonzaga e Zé Dantas), “Último pau-de-arara” (Venâncio, Corumba e J. Guimarães), “Vendedor de caranguejo” (Gordurinha) e “Viola de penedo” (Luiz Bandeira) cruzam acordes nas esquinas com os poetas do Rio de Janeiro, em “Pra esquecer” (Noel Rosa), “Anjo moreno” (Candeia) e “Contentamento” (mais um da dupla Mauro Duarte e PC Pinheiro). A dupla promete colocar o público para cantar junto e dançar nos clássicos “Feira de mangaio” (Sivuca e Gloria Gadelha) e “Ê, baiana” (Baianinho, Fabrício da Silva, Miguel Pancrácio e Ênio Ribeiro).Fotos de divulgação
Nei Lopes e Nilze Carvalho recordam sambões
21 janeiro 2012
“Coisa da antiga” (gravado no elepê ‘As forças da natureza’, de 1977), “Candongueiro” (do disco ‘Guerreira’, de 1978, que vendeu cerca de 350 mil cópias), “Mulata do balaio” (faixa do álbum ‘Esperança’, de 1979, aquele que traz fotos de Clara com crianças na capa, uma espécie de crença na maternidade) e “Deixa clarear” (registrado em ‘Clara Nunes’, de 1981). Eis algumas das parcerias de Nei Lopes e Wilson Moreira que fizeram sucesso na voz de Clara Nunes. Nei vai relembrar esses grandes sambas ao lado de Nilze Carvalho, com quem também compõe e se apresenta nos palcos da vida.
Espirituoso e ótimo contador de histórias, Nei Lopes nos contou que o seu “Afoxé pra Logun”, gravado por Clara na sua última bolacha, ‘Nação’, de 1982 (outro fenômeno de vendas, com mais de 600 mil cópias disputadas a tapa nas lojas) é um afoxé, mas foi abafado pelo sucesso do “Ijexá” (Edil Pacheco), faixa do mesmo disco e que, realmente, traz uma levada e uma letra irresistíveis. Nei vai interpretá-lo para o público do CCBB Brasília neste sábado e domingo, 21 e 22 de janeiro, às 21h.
Nilze Carvalho vai cantar duas obras-primas do Nelson Cavaquinho (“Juízo final” e “Sempre Mangueira”) e ousar cantando três músicas fortíssimas que foram feitas para Clara após a sua morte: “Mineira” (João Nogueira e Paulo César Pinheiro), “Um ser de luz” (Mauro Duarte, João Nogueira e PC Pinheiro) e o samba-enredo “Contos de Areia”(Dedé da Portela e Norival Reis). Esse samba nomeia a homenagem que estamos todos fazendo à Clara Nunes pelos seus 70 anos de nascimento e garantiu o título de campeã à Portela no carnaval de 1984.
Por Monica Ramalho
Fotos de divulgação
Delcio Carvalho e Maíra Freitas cantam “lados B”
19 janeiro 2012
O samba que batizou o álbum “Alvorecer” – de 1974, recorde de vendas de uma cantora brasileira -, é de autoria dele com Dona Ivone Lara. Sim, estamos falando de Delcio Carvalho, que vai cantá-lo no CCBB Brasília nesta quinta e sexta, dias 19 e 20 de janeiro, abrindo a segunda semana da série ‘Contos de Areia – 70 anos de Clara Nunes’. Delcio viu, literalmente, nascer e crescer a jovem Maíra Freitas, que dividirá o set com ele. Filha de Martinho da Vila e grande admiradora da obra de Clara, a cantora e pianista carioca vai interpretar um samba do pai, “Grande amor”, e algumas canções românticas que marcaram o início da carreira da homenageada, nos idos de 1960.
Para Luís Filipe de Lima, que fez a curadoria da série comigo e assina também os arranjos e a direção musical, o repertório é quase totalmente lado B. “De um lado, vamos mostrar canções bem conhecidas que Clara gravou, mas que não estão tão associadas a ela – como “Insensatez”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, “Feitio de oração”, de Vadico e Noel Rosa, e “Valsa de uma cidade”, de Antonio Maria e Ismael Neto -, embora ela tenha interpretado todas com toque bastante pessoal. De outro, mostramos pérolas pouco lembradas, como a canção que Capiba fez em cima de versos de Manuel Bandeira (“Tu que me deste o teu cuidado”) e o samba-canção “Que seja bem feliz”, de Cartola. Destaque também para “Poema do desencontro”, bolero do primeríssimo disco de Clara, (‘A voz adorável de Clara Nunes’, 1966), da autoria de Silvino Netto, radialista e compositor”.
Outro destaque desse repertório vai para o clássico “Apesar de você” (Chico Buarque), que Clara registrou num compacto sem perceber que o samba batia no regime militar com seus versos de duplo sentido. Por pouco a cantora não foi ganhou o rítulo de subversiva e alguns amigos tiveram que interceder por ela junto aos militares. A saída foi Clara gravar, pouco tempo depois, outro compacto com o hino das Olimpíadas do Exército, composto por Miguel Gustavo. Juntos, Delcio e Maíra desfiam “Minha festa” (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito) e “Obsessão” (Mirabeau e Milton de Oliveira).
Por Monica Ramalho
Fotos de divulgação
Ingressos à venda para últimos shows
17 janeiro 2012
Segunda capa do Diversão & Arte, do Correio
14 janeiro 2012
Primeira capa do Diversão & Arte, do Correio
14 janeiro 2012
No Divirta-se, do Correio Braziliense
14 janeiro 2012
Joyce e Teresa Cristina juntas no CCBB Brasília
14 janeiro 2012
Mais identificada com a música popular brasileira, a cantora e compositora Joyce vai recordar as canções e os samba-canções que Clara Nunes registrou lindamente em seus discos. O roteiro prevê maravilhas como “O mais que perfeito” (Jards Macalé e Vinicius de Moraes) e “Amei tanto” (Baden Powell e Vinicius de Moraes), ambas registradas no elepê ‘Clara Nunes’, de 1973. No ano seguinte, Clara abraçaria, com mais ênfase, o samba. Joyce também vai cantar os notáveis “Sem companhia” (Ivor Lancellotti), “Morena de Angola” (Chico Buarque) e “Estrada do sol” (Tom Jobim e Dolores Duran), que Clara interpretou com Paulo Gracindo em “Brasileiro, profissão esperança”, em 1974.
Esse espetáculo (importalizado depois no acetato) foi um marco na trajetória de Clara. Ao lado do ator, interpretou canções de Dolores Duran e Antônio Maria. O texto era de Paulo Pontes e a direção, de Bibi Ferreira. “Brasileiro, profissão esperança” Rodou o país e bateu todos os recordes de público do Canecão, legendária casa de shows no Rio de Janeiro, até o seu recente fechamento. Foi a segunda versão do espetáculo, que, originalmente, reuniu Maria Bethânia e Ítalo Rossi, quatro anos antes. Em 1974, Clara estava com tudo e não estava prosa: fazia sucesso com o samba “Conto de areia” (Toninho Nascimento e Romildo), faixa do álbum “Alvorecer”, seu recorde de vendas, e se apaixonou pelo compositor Paulo César Pinheiro, com quem se casaria em poucos meses.
Nessa sexta e sábado, dias 14 e 15 de janeiro, Joyce vai fazer dupla com Teresa Cristina, notável intérprete do samba da atualidade, que, portelense como Clara Nunes, destilará os antológicos “As forças da natureza” (João Nogueira e Paulo César Pinheiro), “Outro recado” (Candeia e Casquinha) e “O último bloco” (Candeia), de compositores da azul-e-branco. Curiosamente, Teresa vai cantar um samba gravado no primeiro disco de Clara que fez algum sucesso (‘Você passa eu acho graça’, de 1968) e o último álbum da cantora, lançado nesses antes de sua morte (‘Nação’, de 1982): “Desencontro” e “Novo amor”, ambos de Chico Buarque. Clara era muito próxima de Candeia, na vida, na música e na luta pela causa negra e pelo carnaval genuíno. Joyce e Teresa vão relembrar juntas um clássico desse compositor: “O mar serenou”.
Por Monica Ramalho
Fotos de divulgação






